espuma de poliuretano

espuma de poliuretano é um produto muito engraçado de trabalhar. muito difícil de tirar das mãos e, de certeza, não o queremos perto dos cabelos. eu não gosto desta porcaria, mas confesso que lá divertido ele é. às vezes também é prático.

não acredito que daqui a 20anos, depois de retirarmos uma porta, ainda o encontremos no mesmo no sítio onde o deixámos. deve envelhecer mal e deve ser consumido pelo tempo. não é o que eles dizem, mas como é recente ninguém pode comprovar.

ora, aqui na obra, eu tinha um espaço residual entre as últimas vigas do tecto e as paredes de empena. encher com argamassa seria perfeitamente estúpido. lã de rocha seria uma opção mas ia ser complicado e duvido que conseguisse colocá-la eficazmente (os espaços variam de 1cm a 10cm).

ao mesmo tempo precisava de um material moldável e que isolasse térmica e acusticamente este piso do piso de cima. portanto a espuma expansiva foi uma solução.

recomendo vivamente a utilização de recargas e pistola. as latas com aplicador são infernais de se trabalhar e acaba-se por desperdiçar mais do que o que se aplica. para limpeza da pistola existe um produto especial. a pistola que utilizei é da SODAL (pode ser comprada na sotinco). Mas a PECOL também tem (e é mais barato).

o material é caro (cerca de 4,5 a 6,5euros por lata) mas poupa horas e horas de trabalho.

como sempre aprendemos com a experiência: este trabalho deveria ter sido feito a partir do andar de cima, quando ainda se faziam as obras. não é que não tenha pensado nisso, mas na altura dizer que faço depois é sempre muito fácil. mas assim tive direito à experiência: injectar espuma acima do nível da cabeça e com a lata a bater permanentemente no tecto é miserável… ( e é aqui que nos sentimos estúpidos pelo fácil “faço depois….”).

para me ajudar tive de agrafar pedaços de cartão ligeiramente espaçados entre si, ao barrote, fazendo cofragens, e injectar a espuma entre eles. mas demorou 3 a 4x mais o tempo.

o excedente da expansão é cortado a x-acto após a secagem. os cartões também retiro posteriormente.

retiro sempre todo o material acessório. limpo e aspiro sempre as zonas que vou fechar – ao contrários dos antigos – encontrar os restos dos ossos da galinha do almoço nos vigamentos e forros de casas seculares, encontrar a lixarada de embalagens nos enrocamentos actuais, etc. é o dia a dia.

eu nunca deixo lixo construtivo nas obras…aspiro as caixas de aparelhagem, os forros de tectos, as caixas de ar, tudo. como alguém me disse: fora o lado da higiene, deixar peso e massa combustível desnecessários num edifício não faz sentido.

1 Response to “espuma de poliuretano”


  • bom dia Pedro

    o seu post foi, ou está a ser-me muito útil. aqui há alguns tempos mandei forrar o sótão e este comunica com a sala. o problema é que quando o forraram não juntaram os lambris de madeira com uma parede irregular que tenho ao fundo do sótão, existindo por isso fendas. tenho mesmo de as tapar porque de inverno corre alguma aragem na sala e deve vir dali de cima. para além dos lambris tem roofmate, subtelha e telha. vou tentar seguir o seu procedimento, mas a minha parede não é tão lisa quanto a sua pelo que vejo. as pedras são mais sobresaídas mas os espaços devem ser do mesmo tipo. o meu receio é que a espuma comece, assim que aplicada e depois de secar, a empurrar os lambris para baixo originando empenos. mas gostei muito de ler o seu comentário. mais algum conselho?

    duarte

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